Momento exige mais apoio às vítimas da seca
João Lourenço alerta a sociedade para o momento crítico que se avizinha de Julho a Setembro, altura em que a estiagem é mais severa
- Fonte: Jornal de Angola
O Presidente da República, João Lourenço, apelou ontem, através da sua conta no Twitter, à contínua busca de apoios para os milhares de sinistrados da seca no Sul do país. Segundo o Chefe de Estado, o momento crítico para o Sul de Angola avizinha-se (Julho, Agosto e Setembro), pelo que os milhões de angolanos devem continuar solidários, para salvar vidas naquelas comunidades. “Seja solidário, doe o que pode”, escreveu o Presidente da República. Além do Cunene, a província mais afectada, a população do Cuando Cubango, da Huíla, do Namibe, de Benguela e do Cuanza Sul sente, igualmente, os efeitos da seca. Em Abril deste ano, o Governo aprovou um pacote financeiro fixado em 200 milhões de dólares para solucionar problemas ligados aos efeitos da seca no Cunene.
O Presidente da República, João Lourenço, pediu ontem aos angolanos solidariedade para com a população da região sul do país, frequentemente afectada pela seca prolongada.
Na rede social Twitter, o Chefe de Estado considera que “o momento crítico para o sul de Angola se avizinha, Julho, Agosto e Setembro, quando a seca é mais severa.”
No “tweet”, João Lourenço considera que “se os milhões de angolanos continuarem solidários para com os milhares de sinistrados, vamos salvar vidas.”
O Titular do Poder Executivo termina o “post” com o seguinte apelo: “Seja solidário, doe o que pode.”
Em Maio, o Presidente João Lourenço visitou o Namibe e o Cunene, para constatar o impacto da estiagem prolongada naquelas províncias. A seca que se regista no Cunene é considerada das piores da região nos últimos 20 anos.
Um fundo de emergência de 3.988.000 de kwanzas foi disponibilizado, em Março último, pelo Presidente da República, após declarar o estado de calamidade e de emergência para as províncias do Cunene e parte das regiões da Huíla e Namibe.
A verba de emergência autorizada pelo Chefe de Estado visa permitir a reabilitação de 168 furos de água, a colocação de 58 tanques de plástico (de 5 e 10 mil litros) nas comunidades para a criação de pontos de convergência de abastecimento de água, a distribuição de cerca de 98,13 toneladas de bens de primeira necessidade, a abertura de novos furos e tratar do desassoreamento e abertura de novas chimpacas.
Em despacho, o Titular do Poder Executivo determinou que os sectores correspondentes desencadeassem os procedimentos de contratação, por concurso público, de serviços para a edificação de um conjunto de obras com aquele fim.
Em concreto, o Presidente da República orientou que se construa um sistema de transferência de água do rio Cunene, que partirá da localidade de Cafu até Shana, nas áreas de Cuamato e Namacunde. A obra está estimada em kwanzas o equivalente a 80 milhões de dólares.
Um segundo projecto será a construção de uma barragem na localidade de Calucuve e o seu canal adutor associado, num custo global de 60 milhões de dólares, correspondentes em moeda nacional. Será também construída outra barragem e o respectivo canal adutor, na localidade de Ndue, igualmente no valor de 60 milhões de dólares, equivalentes em kwanzas. João Lourenço determinou, igualmente, a contratação dos necessários serviços de fiscalização.
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